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Entenda o próximo passo para renegociar sua dívida

Sua empresa ou propriedade rural enfrenta dívidas com bancos, cooperativas ou financeiras? Responda às perguntas e nossa equipe faz a triagem do seu caso.

(tempo estimado: 2 min)
  • Dívidas rurais e empresariais
  • Contratos de crédito com juros abusivos
  • Renegociação administrativa e judicial
Seus dados serão usados apenas para a triagem e para contato da equipe Salgado Ruas, com segurança e confidencialidade.
1 DE 10

Qual é o tipo de dívida que você quer renegociar? *

A
Dívida rural (FNO, Pronaf, Pronamp, crédito rural)
B
Dívida empresarial (capital de giro, BNDES, banco comercial)
C
Contrato de financiamento com cláusulas abusivas
D
Dívidas rurais e empresariais (as duas)
E
Ainda não tenho certeza — quero entender as opções
2 DE 10

Qual é a sua atividade principal? *

A
Pecuária
B
Agricultura (grãos, cacau, açaí e outros)
C
Comércio
D
Indústria
E
Prestação de serviços
F
Construção civil
G
Outra atividade
3 DE 10

Qual é o valor total aproximado da dívida? *

A
De R$ 50 mil a R$ 149 mil
B
De R$ 150 mil a R$ 499 mil
C
De R$ 500 mil a R$ 2 milhões
D
De R$ 2 milhões a R$ 5 milhões
E
Acima de R$ 5 milhões
4 DE 10

Qual é o faturamento mensal aproximado? *

A
Até R$ 30 mil
B
De R$ 30 mil a R$ 100 mil
C
De R$ 100 mil a R$ 500 mil
D
Acima de R$ 500 mil
E
Varia conforme a safra / temporada
5 DE 10

Os contratos possuem garantias (imóvel, equipamento, aval)? *

A
Sim — todos os contratos têm garantia
B
Apenas alguns contratos têm garantia
C
Não — nenhum contrato tem garantia
D
Não sei ao certo
6 DE 10

Onde está concentrada a maior parte da dívida? *
(pode selecionar mais de um)

A
Banco do Brasil
B
Caixa Econômica Federal
C
Bradesco
D
Itaú
E
Santander
F
Sicoob / Sicredi
G
FNO – Fundo Constitucional do Norte
H
Outros
7 DE 10

Qual é o principal objetivo agora? *

A
Reduzir o valor das parcelas
B
Evitar bloqueio de contas, penhora ou execução
C
Proteger a propriedade ou o patrimônio
D
Renegociar prazos para ganhar fôlego financeiro
E
Contestar juros ou cláusulas abusivas no contrato
8 DE 10

Qual é a urgência para resolver a situação? *

A
Preciso de orientação imediata — situação crítica
B
Tenho algum tempo para me organizar
C
Quero me planejar antes que a situação piore
D
Estou pesquisando opções — ainda não é urgente
9 DE 10

Qual é o seu nome? *

10 DE 10

Qual é o seu WhatsApp? *

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Depoimentos

J

José C. — Pecuarista

Região do Xingu, Pará · 30 anos na terra

★★★★★

"Fui tão enrolado naquele contrato de empréstimo rural que nem percebi o tamanho da cilada em que estava metido. Os juros iam crescendo todo mês e eu achando que estava pagando a dívida. Um dia, cedo da manhã, apareceu um oficial de justiça na minha porteira. Me entregou uma citação de execução. Ali estava escrito que, se eu não quitasse tudo em prazo curto, minha fazenda — que eu levei 30 anos construindo — seria penhorada para pagar aquela dívida. Só depois, com assessoria jurídica especializada, é que entendi o que havia de errado naquele contrato desde o início."

⚖️

O que ele não sabiaCláusulas de capitalização de juros irregulares e encargos acima do limite legal podem ser contestados — mesmo após a execução ter sido iniciada.

A

Antônio M. — Empresário

Construtora · Sudoeste do Pará

★★★★★

"Peguei um capital de giro pra cobrir um período de caixa baixo na empresa. Quando não consegui pagar, o banco me ofereceu um novo empréstimo para cobrir o capital de giro anterior. Me fizeram contratar um seguro junto — não me explicaram que era opcional. Quando fui ver, tinha uma bola de neve de mais de trezentos mil reais em dívidas acumuladas, com encargos que eu nem sabia que existiam no contrato. Só com uma análise jurídica especializada é que entendi que parte daquele valor era indevido. A renegociação foi feita com base nisso — e consegui quitar meu débito de maneira justa."

⚖️

O que ele não sabiaA venda casada de produtos financeiros (como seguros obrigatórios) como condição de novo empréstimo de capital de giro é prática ilegal. Encargos decorrentes dessa prática podem ser revisados e excluídos do saldo devedor.

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Dívidas rurais · Principais causas

Por que a dívida rural cresce além do controle

🌾 Quebra de safra

Eventos climáticos extremos, pragas e fungos destroem a produção antes da colheita. O vencimento das parcelas não acompanha o calendário agrícola — e a dívida cresce mesmo sem receita.

📉 Colapso do preço do produto

O cacau que valia R$ 60 o quilo despencou para R$ 10. O financiamento foi calculado sobre uma receita que deixou de existir — mas as parcelas e os juros continuaram correndo normalmente.

🐄 Mortandade de animais e perda de pastagem

Epidemias que eliminam rebanhos inteiros em dias ou seca severa que destrói a pastagem. A perda de capital produtivo é imediata — a dívida que o financiou, não.

🏗️ Quebra de silo e infraestrutura

Falha na armazenagem que compromete toda a produção colhida. O prejuízo acontece quando o produtor já contava com a receita da safra para honrar os compromissos bancários daquele ciclo.

📄 Contratos com cláusulas e juros abusivos

Capitalização mensal não autorizada, multas ocultas e encargos acima do limite legal transformam uma dívida manejável em uma dívida impagável — sem que o produtor perceba onde está o problema.

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Dívidas empresariais · Principais causas

Os padrões de superendividamento empresarial

🔄 Renegociação feita com novos empréstimos

O banco oferece um novo crédito para cobrir a dívida existente — e o empresário aceita sem análise jurídica do contrato. O resultado é uma segunda dívida com novos encargos sobre os anteriores, criando uma bola de neve que cresce a cada ciclo de renegociação.

📋 Crédito tomado sem análise contratual

Capital de giro, antecipação de recebíveis e financiamentos contratados sob pressão de caixa, sem leitura técnica das cláusulas. Taxas efetivas totais, encargos em caso de atraso e condições de garantia muitas vezes só aparecem quando já é tarde para renegociar em condições favoráveis.

🛍️ Venda casada de produtos financeiros

Seguros, títulos de capitalização e outros produtos financeiros vinculados como condição para a aprovação do crédito — prática ilegal, mas ainda comum. Esses encargos inflam artificialmente o saldo devedor e podem ser excluídos mediante revisão contratual.

😰 Desespero financeiro sem orientação jurídica

Empresários sob pressão de cobranças, bloqueio de contas ou ameaça de execução aceitam as condições que o banco apresenta — sem saber que existem alternativas legais. A ausência de orientação jurídica no momento da crise é, ela mesma, uma das principais causas do aprofundamento do endividamento.

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Cenário 2026

O que os dados mostram sobre o endividamento empresarial

Fontes: Serasa Experian, Allianz Trade, XP Investimentos, Folha de S.Paulo · Agosto 2026

Serasa Experian · Jun 2026

Inadimplência empresarial bate recorde: 9,1 milhões de CNPJs negativados

Em junho de 2026, o endividamento corporativo atingiu o maior patamar da série histórica. As micro e pequenas empresas respondem por 8,6 milhões dos CNPJs afetados, acumulando R$ 201,4 bilhões em débitos — com dívida média de R$ 23.181 por CNPJ e 6,9 contas em atraso por empresa.

Allianz Trade · 2025–2026

Projeção: +18% nos casos de insolvência empresarial até 2026

A seguradora de crédito Allianz Trade projetou aumento de 18% nos casos de empresas com dificuldades financeiras no Brasil até 2026, com alta já registrada de 37% no ano, atingindo serviços, comércio e indústria.

Folha de S.Paulo / Monitor RGF-Bizdoc · Ago 2026

Recuperações judiciais crescem 65,8% em três anos; agronegócio lidera

O número de empresas em recuperação judicial no Brasil passou de 3.823 casos no 2º trimestre de 2023 para 6.341 no 2º trimestre de 2026. Os setores mais afetados incluem agronegócio, transporte, logística e varejo.

XP Investimentos · Abr 2026

Selic em dois dígitos eleva custo do endividamento e pressiona cobertura de juros

O ciclo prolongado de Selic acima de 12% elevou o custo do endividamento em praticamente todos os setores. A concentração de vencimentos em 2026–2027 reforça a necessidade de disciplina financeira e revisão de contratos de longo prazo.

9,1M

CNPJs negativados em junho 2026 — recorde histórico (Serasa)

R$232B

em dívidas empresariais negativadas · alta de 16,67% em 12 meses

+65%

aumento nas recuperações judiciais em 3 anos

70%

dos produtores nunca tiveram análise jurídica de seus contratos bancários

Especialista responsável

Ricardo Barcelos Ruas

Ricardo Barcelos Ruas

OAB/PA 32.404A ·Especialista em negociação de Dívidas Rurais e Empresariais

Especialista em Direito cosntitucionao, Público e do Agronegócio, a reestruturação de Dívidas Rurais e Empresariais, Revisão de Contratos de Crédito com Cláusulas Abusivas e Renegociação Administrativa e Judicial com instituições financeiras é o seu foco no direito. Atua na defesa de produtores rurais, empresários do agronegócio e de pequenas e médias empresas com dívidas bancárias irregulares.

Dívidas Rurais Dívidas Empresariais Contratos Abusivos FNO · Pronaf · Pronamp
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FAQ · Dívidas rurais

Reestruturação de dívidas rurais

É o processo de reorganização jurídica e financeira das obrigações do produtor com bancos e cooperativas. Envolve análise dos contratos, identificação de cobranças indevidas, negociação de novos prazos e taxas — e, quando necessário, uso de instrumentos judiciais para proteger o patrimônio.

Sim. O direito civil e o direito agrário preveem revisão quando há cláusulas abusivas, desequilíbrio econômico superveniente ou fatos imprevisíveis — como quebra de safra ou colapso de preço — que tornaram as obrigações excessivamente onerosas.

Sim. Mesmo após o ajuizamento existem medidas: embargos à execução, revisão dos valores cobrados, suspensão de penhora e tutelas de urgência para proteger o imóvel rural. O processo judicial não significa necessariamente a perda da propriedade.

Pode ser administrativa (negociação direta), judicial ou uma combinação. A maioria dos casos é resolvida sem ação judicial quando há assessoria especializada e os contratos apresentam irregularidades que fortalecem a posição do produtor na mesa de negociação.

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FAQ · Dívidas empresariais

Reestruturação de dívidas empresariais

Sim. Contratos empresariais de capital de giro, financiamentos e linhas de crédito também estão sujeitos à revisão quando contêm cláusulas abusivas, capitalização irregular de juros ou encargos acima do permitido. A ação revisional pode reduzir o saldo devedor real antes de qualquer negociação.

Não. A prática de condicionar a aprovação de crédito à contratação de produtos adicionais — como seguros, títulos de capitalização ou outros serviços — é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Banco Central. Esses valores podem ser excluídos do saldo devedor mediante revisão contratual.

É possível requerer judicialmente a liberação de valores necessários à manutenção da atividade empresarial, contestar bloqueios indevidos e, em alguns casos, ingressar com medidas de urgência para garantir o funcionamento mínimo da empresa durante o processo de renegociação.

A renegociação é administrativa — conversa direta com o credor para novos prazos e taxas. A revisão contratual é judicial — contestação de cláusulas abusivas para reduzir o saldo real. A recuperação judicial é um regime especial para empresas em crise grave, com proteção automática contra execuções. A escolha da estratégia depende do perfil da dívida e do estágio do caso.

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